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Estrutura de Gerenciamento de Risco de Crédito
 

       ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO DE CRÉDITO

Em atendimento ao disposto no Art 7º da Resolução 3.721 publicada pelo Banco Central do Brasil em 30 de abril de 2009, o Conglomerado Financeiro Alfa evidencia neste relatório de acesso público a descrição de sua estrutura de gerenciamento do risco de crédito. 

A gestão de risco de crédito tem por objetivo a identificação, mensuração e controle dos riscos associados às operações de crédito, bem como a aplicação de mitigadores a estes riscos. Ressalta-se que, este objetivo estende-se a todas as empresas integrantes do Conglomerado Financeiro. Tais ações visam resguardar nossa imagem de integridade e correção perante a comunidade, acionistas, colaboradores e autoridades reguladoras, gerando benefícios resultantes da boa gestão destes riscos.

Por prerrogativa do Art. 9º da Resolução 3.721, o Conglomerado optou pela constituição de uma única unidade responsável pelo gerenciamento de risco, tendo suas etapas de estratégia e estrutura detalhadas descrita a seguir.

I. PRINCÍPIOS

O Conglomerado Alfa tem por princípio operar de forma cuidadosa e conservadora quando da concessão de crédito em qualquer dos segmentos em que atua. Para isso priorizamos os segmentos mais seguros, de modo a construir uma carteira com ativos de qualidade, rentável e com baixo índice de perdas.

Privilegiamos operar com clientes com boa reputação, boas perspectivas financeiras, e sempre que possível com o crédito amparado por boas garantias.

II. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL

 * Diretor Responsável pela Estrutura de Gerenciamento do Risco de Crédito.

As principais estruturas envolvidas no processo de análise a aprovação de crédito são:

• Diretor de Gerenciamento de Risco de Crédito: Responsável pela  aplicação da Política de Crédito e pelo gerenciamento do risco de crédito no Conglomerado.

• Comitê de Crédito: Presidido pelo Diretor de Crédito, avalia e decide sobre limites e operações de crédito propostas pelas Diretorias Comerciais, classificando os riscos de crédito (rating). Revisa no mínimo semestralmente todos os créditos de um mesmo cliente ou grupo econômico cujo montante seja superior a 5% do patrimônio líquido ajustado, e anualmente todos os demais créditos e limites concedidos em sua alçada.

• Departamentos de Crédito:

• Análise de Crédito (DAC): Oferece embasamento técnico que ampare as decisões do Comitê de Crédito, através de análise econômico-financeira dos clientes.

• Controle de Vencidos (DCV): Atua no desenvolvimento e implementação de metodologias voltadas para a cobrança de operações vencidas.

• Controle de Aplicação (DCA): Registra as decisões de crédito deferidas no Conglomerado em sistemas de crédito.

• Departamento de Gestão de Riscos: Criar procedimentos e rotinas para identificar, mensurar, controlar e propor medidas mitigadoras aos riscos de crédito aos quais as empresas financeiras do Conglomerado estão sujeitas, através de métricas e metodologias consistentes.

III. ANÁLISE E APROVAÇÃO DO CRÉDITO

O processo de análise e aprovação de crédito foi desenvolvido para atender as necessidades de cada mercado em que atuamos:

Atacado: a análise inicia-se com a proposição e defesa do crédito feita pelo executivo de relacionamento do cliente. De acordo com critérios de alçadas, as propostas são tramitadas eletronicamente para a análise de alçada superior (normalmente o Superintendente) que emitirá parecer favorável ou não à concessão do crédito. Se favorável o parecer, a proposta será encaminhada para a próxima alçada (Diretor ou Comitê de Crédito) para deferimento. A alçada para o deferimento de proposta de limite de crédito deve considerar o valor global para o Grupo Econômico.

A análise é feita pelo Departamento de Análise de Crédito (DAC) e deverá estar bem estruturada e objetiva, contendo demonstrativos financeiros recentes e todas as informações relevantes sobre o cliente, objetivo da utilização dos recursos e características da operação, de forma a permitir a conclusão sobre os seus principais fatores de risco.

Varejo: o processo de análise e aprovação de crédito é baseado, na sua grande maioria, em sistemas de escoragem e é específico para cada tipo de mercado em que atuamos.

Tesouraria: para as operações que envolvam risco de crédito ou de contraparte, os limites são estabelecidos pelo Comitê de Crédito.


IV. FORMALIZAÇÃO DO LIMITES E LIBERAÇÃO DE CRÉDITO

Todos os limites aprovados em qualquer nível de alçada deverão ser registrados no sistema de crédito pelo Departamento de Controle de Aplicação (DCA), contemplando no mínimo informações sobre o valor do limite, tipo do produto, prazo, forma de amortização e descrição das garantias oferecidas. Deverá ser informada, também, a classificação de risco de crédito (rating).

A correta formalização das operações de crédito é responsabilidade das Unidades de Negócio que deverão garantir que todas as condições aprovadas no limite de crédito deverão estar refletidas nos instrumentos assinados pelo cliente, e de que este está representado por quem possui poderes para tal.

V. PROCESSO DE MONITORAMENTO

Por fim, uma vez originada, formalizada e liberada uma operação de crédito, segue-se os procedimentos de monitoramento. Esta etapa consiste nas atividades de monitoramento e controle sobre a evolução das operações de crédito até o momento de sua liquidação.
As principais atividades desta fase são:

• Acompanhamento das condições financeiras dos clientes;
• Controle sobre os limites utilizados;
• Controles sobre a cobrança (adimplência do cliente);
• Análises sobre evolução dos atrasos, renegociações, acordos e prejuízos;
• Monitoramento da carteira (distribuição dos produtos de crédito por rating e por setores econômicos);
• Análise da perda potencial da carteira de crédito.

A situação de adimplência dos clientes deve ser acompanhada pelo DCV (Departamento de Cobrança de Vencidos) monitorando os vencidos, acordos e renegociações em cada Unidade. Que é também responsável pela contratação e acompanhamento dos escritórios de cobrança judicial.
 
O monitoramento das carteiras deverá ser feito pelo Departamento de Gestão de Riscos através de relatórios gerenciais que avaliem exposições, concentrações, mudanças nas avaliações de risco de crédito (ratings) e estresse, promovendo back-tests periódico a fim de consistir as metodologias aplicadas.

Vale ressaltar que a aplicação de todas as prerrogativas da Política de Gestão de Risco de Crédito é de responsabilidade do Diretor de Gerenciamento de Riscos de Crédito.

A Auditoria Interna é responsável pela verificação do cumprimento e da documentação pertinente ao processo de gerenciamento de risco de crédito. Já a revisão e aprovação da Política de Gestão de Risco de Crédito, no mínimo anualmente, são atribuições designadas ao Conselho de Administração e à Diretoria.

 

São Paulo, 07 de agosto de 2014

Conselho de Administração – Conglomerado Financeiro Alfa

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