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Funcionamento do Mercado
 

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DE ENTIDADES DO MERCADO

Bolsas de Valores

As bolsas de valores são associações civis, sem fins lucrativos e com funções de interesse público. Atuando como delegadas do poder público, têm ampla autonomia em sua esfera de responsabilidade.

Além de seu papel básico de oferecer um mercado para a cotação dos títulos nelas registrados, orientar e fiscalizar os serviços prestados por seus membros, facilitar a divulgação constante de informações sobre as empresas e sobre os negócios que se realizam sob seu controle, as bolsas de valores propiciam liquidez às aplicações de curto e longo prazos, por intermédio de um mercado contínuo, representado por seus pregões diários. É por meio das bolsas de valores que se pode viabilizar um importante objetivo de capitalismo moderno: o estímulo à poupança do grande público e ao investimento em empresas em expansão, que, diante deste apoio, poderão assegurar as condições para seu desenvolvimento.

Sociedades Corretoras

As sociedades corretoras são instituições financeiras membros das bolsas de valores, devidamente credenciadas pelo Banco Central do Brasil, pela CVM e pelas próprias bolsas, e estão habilitadas a negociar valores mobiliários em pregão. As corretoras podem ser definidas como intermediárias especializadas na execução de ordens e operações por conta própria e determinadas por seus clientes, além da prestação de uma série de serviços a investidores e empresas, tais como:

  • diretrizes para seleção de investimentos;
  • intermediação de operações de câmbio;
  • assessoria a empresas na abertura de capital, emissão de debêntures e debêntures conversíveis em ações, renovação do registro de capital etc.

As sociedades corretoras contribuem para um fundo de garantia, mantido pelas bolsas de valores, com o propósito de assegurar a seus clientes eventual reposição de títulos e valores negociados em pregão, e atender a outros casos previstos pela legislação.

As sociedades corretores são fiscalizadas pelas bolsas de valores, representando a certeza de uma boa orientação e da melhor execução dos negócios de seus investidores.

A razão principal da existência da Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA, assim como de todas as demais bolsas de valores .organizadas, pode ser expressa em sua essência por um simples termo:

Liquidez

Financeiramente um título mobiliário tem liquidez quando pode ser comprado ou vendido, em questão de minutos, a um preço justo de mercado, determinado pelo exercício natural das leis de oferta e demanda.

Para tanto, a BOVESPA oferece os mais variados mecanismos de negociação de títulos e valores mobiliários de empresas criteriosamente selecionadas, um sofisticado sistema de teleprocessamento para difusão de informações, exercendo, em defesa do interesse público, um rigoroso acompanhamento de todos os aspectos envolvidos nas transações, o que assegura elevados padrões éticos ao cumprimento de negócios realizados. A liquidação das operações é realizada pela CBLC.

Mercados da BOVESPA

Os mercados disponíveis na BOVESPA são:

  • a vista
  • a termo;
  • de opções.

Mercado a Vista

No qual a liquidação física (entrega de títulos vendidos) se processa no 3º dia útil após a realização do negócio em bolsa e a liquidação financeira (pagamento e recebimento do valor da operação) se dá no 3º dia útil posterior à negociação, e somente mediante a efetiva liquidação física. A liquidação física e financeira é processada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia - CBLC.

Codificação de Mercado á Vista - Lote Padrão
Tipo do Ativo Número Exemplo
Direitos Ordinários - ON 01 FRAS1
Direitos Preferências - PN 02 FRAS2
Ações Ordinárias - ON 03 FRAS3
Ações Preferênciais - PN 04 FRAS4
Ações Preferênciais Classe A 05 FRAS5
Ações Preferênciais Classe B 06 FRAS6
Ações Preferênciais Classe C 07 FRAS7
Ações Preferênciais Classe D 08 FRAS8
Recibos Ordinários 09 FRAS9
Recibos Preferênciais 10 FRAS10
UNITS Cesta de Papéis 11 FRAS11

PÚBLICO-ALVO: Clientes pessoas físicas, clientes pessoas jurídicas, fundos de investimento e demais investidores.

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: Alto

Mercado a Termo

Operações com prazos de liquidação diferidos, em geral, de trinta, sessenta ou noventa dias. Para aplicações no mercado a termo são requeridos, além do registro na CLB, um limite mínimo para transação e depósito de valores na CBLC – tanto pelo vendedor como pelo comprador - , utilizando como margem de garantia da operação. O contrato a termo pode, ainda, ser liquidado antes de seu vencimento.

PÚBLICO-ALVO: Clientes pessoas físicas, clientes pessoas jurídicas, fundos de investimento e demais investidores.

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: Alto

Mercado de Opções

A opção proporciona ao investidor que a adquire - mediante o pagamento de um de um prêmio em dinheiro - o direito de comprar ou vender um lote de ações a outro investidor, com preço e prazo de exercício preestabelecido contratualmente. O comprador da opção de compra, até a data do vencimento, poderá exercê-la comprando o lote de ações ou revendendo a opção no mercado. O comprador da opção de venda, por sua vez, somente poderá exercê-la na data do vencimento da opção, quando então poderá vender as ações- objeto da opção ao lançador. Entretanto, tanto o titular como o lançador sempre poderão negociar suas opções no mercado a qualquer tempo, até a data do vencimento. O lançador de uma opção de compra poderá cobrir (depositar na CBLC os ativos objeto da operação) ou margear sua posição. O lançador de uma opção de venda deverá margear sua posição por meio do depósito de valores na CBLC.

Risco do Titular (Comprador) da Opção de Compra

O risco do titular de uma opção está limitado ao valor pago pelas opções (o prêmio). No entanto, é necessário que o investidor esteja consciente de que ele poderá perder até a totalidade de seu investimento, se o comportamento do preço a vista, após a aquisição das opções e até o seu vencimento, não for favorável à sua posição (as opções são válidas apenas por determinado período, ao final do qual expiram). Explicando melhor, no caso das opções de compra, se o titular permanecer de posse da opção até o vencimento e, nessa data, o preço a vista da ação estiver abaixo do preço de exercício, ele não a exercerá (não seria vantajoso comprar as ações por um preço maior do que o do mercado), nem tampouco conseguirá transferi-la para outro investidor. No jargão do mercado, a opção terá “virado pó” e o investidor terá perdido integralmente a quantia que gastou para adquiri-la.

Opções de Compra que “Viram Pó”

Se no vencimento das opções de compra o preço a vista do papel for inferior ao seu preço de exercício, não será vantajoso para o investidor que a possui (o titular) exercê-la. Como as opções expiram (perdem sua validade) na data de vencimento, elas também não terão qualquer valor de negociação, pois não existirão investidores interessados em comprá-las. No jargão de mercado, terão “virado pó”. Para o titular das opções de compra nessa condição, isso significa que ele perdeu integralmente o investimento que fez para adquiri-las (o prêmio pago).

Risco na Venda Descoberto

(Lançamento de Opções de Compra)

O lançamento de opções de compra a descoberto, ou seja, o recebimento de uma quantia em dinheiro (o prêmio) para assumir o compromisso de vender ações, que o investidor não possui, é uma estratégia que envolve um elevado grau de risco. Explicando melhor, o titular dessa opção (o investidor que pagou o prêmio para o lançador assumir o compromisso) somente vai exercê-la se isso for interessante para ele, ou seja, se o preço a vista do papel for superior ao preço de exercício da opção. Para o lançador, isso significa que ele será obrigado a adquirir as ações no mercado a vista para entregá-las pelo preço de exercício. A partir do momento em que a diferença entre o preço a vista e o de exercício for maior que o prêmio recebido, o lançador estará incorrendo em prejuízo, que aumentará de acordo com a valorização da cotação a vista. Outro aspecto a ser considerado nessa estratégia é que, durante toda a vigência de sua posição, o lançador descoberto estará obrigado a depositar garantias para cobrir os prejuízos potenciais da operação, cujo valor é calculado diariamente.

Prazo de Expiração das Opções

É importante que o investidor que adquiriu uma opção (o titular) esteja consciente de que seu direito de exercê-la é valido apenas durante seu período de vigência. Após a data de vencimento, a opção expira, perdendo totalmente sua validade. Outro ponto importante a destacar é que na BOVESPA o exercício da opção não é automático, ele deve ser solicitado pelo titular da opção.Isso significa que, mesmo nos casos em que o exercício é claramente vantajoso para o titular, ele somente ocorrerá se for comandado pela Corretora, atendendo a instruções recebidas do titular. O pedido de exercício pode ser transmitido pelo investidor à Corretora através de “e-mail”, telefone, fax ou outro meio previamente acertado entre ambos. Na hipótese de um titular, nessas condições, deixar de solicitar o exercício, a opção vai expirar e o investidor, além de não ter se aproveitado de uma situação vantajosa, ainda perderá integralmente o prêmio pago quando da aquisição das opções.

Identificação das Opções (Código de Negociação)

No sistema de negociação da BOVESPA, as séries de opções são identificadas de acordo com as seguintes estruturas de codificação:

a) Na relação de séries autorizadas (disponível no site da BOVESPA: selecionar “Informações ao Mercado” e depois “Séries Autorizadas (CBLC)”.

AAA A N "_" ou E
Código Alfa da Empresa Indicador do Tipo (compra ou venda) e do mês de vencimento Indicador numérico da opção Indicador numérico da opção

b) No MEGA BOLSA e listagens de negociação - ver exemplos com a codificação de negociação, abaixo:

Código do MEGA Identificação no MEGA Descrição
TNLPJ38 TNLP PN 38,00 Opção de Compra americana sobre Telemar PN com vcto. em outubro (letra J) e preço de exercício igual a R$38,00
PLIMX16 PLIME PN 1,60 Opção de Venda européia sobre Globo Cabo PN com vcto. em dezembro (letra X) e preço de exercício igual a R$1,60

Tabela do código alfabético para diferenciação de opções de compra e de venda e mês de vencimento:

Opção Mês de Vencimento
Compra Venda
A M Janeiro
B N Fevereiro
C O Março
D P Abril
E Q Maio
F R Junho
G S Julho
H T Agosto
I U Setembro
J V Outubro
K W Novembro
L X Dezembro

Fonte: Bovespa

PÚBLICO-ALVO: Clientes pessoas físicas, clientes pessoas jurídicas, fundos de investimento e demais investidores.

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: Alto

Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia - CBLC

A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia - CBLC é a empresa responsável pela compensação, liquidação e controle de risco das operações realizadas na BOVESPA, nos mercados a vista e de liquidação futura, e pelo registro e controle das operações de empréstimo de títulos, por meio do Banco de Títulos CBLC - BTC. A CBLC assumiu o Serviço de Custódia Fungível que era executado pela BOVESPA, tornando-se responsável pela sua prestação aos participantes do mercado.

A criação da CBLC representou uma resposta à necessidade de dotar o mercado de capitais brasileiro de uma estrutura moderna e eficiente para a realização das atividades de compensação, liquidação, custódia e controle de risco.

Agentes de Compensação

Os serviços de liquidação oferecidos pela CBLC estão disponíveis ao mercado por meio de seus Agentes de Compensação, que podem ser segregados em duas categorias:

a) Agentes de Compensação Plenos:

exercem as atividades de liquidação para carteira própria e de seus clientes, bem como para contas de outras corretores e outros investidores institucionais qualificados como, por exemplo, fundos de pensão, estrangeiros, gestores de fundos e seguradoras;

b) Agentes de Compensação Próprios:
exercem as atividades de liquidação para carteira própria e de seus clientes. Apenas as instituições fundadoras que também atuem como corretores da Bolsa de Valores de São Paulo podem se enquadrar nesta categoria de agente de compensação.

Serviço de Custódia Fungível CBLC

A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia é responsável pela administração do Serviço de Custódia Fungível CBLC, que vinha sendo prestado desde 1974 pela Bolsa de Valores de São Paulo.

O Serviço de Custódia Fungível CBLC títulos de renda fixa é um produto dinâmico e em constante expansão, desenvolvimento e aperfeiçoamento. Além de atuar como depositária de ações de companhias abertas, a estrutura dos sistemas utilizados pelo Serviço de Custódia CBLC foi desenvolvida para prover o mesmo tipo de serviço para outros instrumentos financeiros como, por exemplo, certificados de privatização, debêntures, certificados de investimento, quotas de fundos imobiliários e títulos de renda fixa.

A maior parte dos valores em custódia na CBLC é mantida em forma escritura, uma vez que atualmente no Brasil poucas companhias ainda emitem certificados físicos Em 1997, o Serviço de Custódia Fungível obteve o certificado NBR ISO 9002/94, concedido pela SGS - ICS Certificadora Ltda., que atestou a qualidade do serviço de acordo com as normas e procedimentos da ISO 9002. O reconhecimento dessa condição também foi dado pela London's National Accreditation of Certification Bodies – o órgão britânico que congrega todas as agências de certificação do país

Compensação e Liquidação

A Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia é responsável pela compensação e liquidação de operações feitas nos mercados a vista, a termo e de opções da BOVESPA. As atividades de compensação e liquidação são realizadas por seus Agentes de compensação.

Todas as operações realizadas na BOVESPA devem ter o investidor final identificado pelas corretoras que atuam como seus intermediários. Essa informação é confidencial, sendo seu acesso restrito apenas aos funcionários responsáveis pelo monitoramento do mercado.

O ciclo de liquidação de operações na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia é completado em três dias. A entrega dos títulos e o pagamento são feitos em D+3. As ações transferidas aos vendedores ficam bloqueadas na CBLC até que o pagamento seja concluído.

Fonte: Bovespa

LIMITES OPERACIONAIS

DO LIMITE OPERACIONAL PARA AS SOCIEDADES CORRETORAS

Será atribuído pela CBLC um limite operacional para cada Agente de Compensação.

O Agente de Compensação deverá alocar, no todo ou em parte, para as Sociedades Corretoras a quem presta os serviços de compensação e liquidação de operações, o limite operacional recebido da CBLC.

A alocação do limite operacional, de que trata o parágrafo acima, deverá ser realizada pelo Agente de Compensação com base em sua própria avaliação e nas condições contratuais que tenha acordado com as Sociedades Corretoras a quem presta os serviços de compensação e liquidação de operações.

O Agente de Compensação deve informar à CBLC a distribuição do respectivo limite operacional.

A CBLC repassará, imediatamente, à BVSP, a informação de que trata o parágrafo anterior.

O Agente de Compensação é responsável pela liquidação das operações realizadas pelas respectivas Sociedades Corretoras, a quem presta os serviços de compensação e liquidação de operações, com observância do limite operacional a elas atribuído.

A BVSP providenciará comunicação à CBLC de eventuais excessos aos limites operacionais atribuídos pelos respectivos Agentes de Compensação às Sociedades Corretoras.

DA INOBSERVÂNCIA DO LIMITE OPERACIONAL

A BVSP por solicitação da CBLC, constatada a reincidência de excessos não autorizados do limite operacional, poderá restringir as operações da Sociedade Corretora até seu enquadramento.

Funcionamento dos leilões

Todos os negócios realizados com ações na BOVESPA estão sujeitos ao disposto na Instrução CVM nº 168, de 23/12/1991.

Essa Instrução estabelece, entre outros pontos, parâmetros de quantidade e preço que, se ultrapassados, obrigam os negócios realizados a serem submetidos a leilão, com duração definida.

Dependendo das características das operações realizadas pelos clientes, elas podem ser submetidas a este procedimento especial antes do seu registro no sistema.

Em outros casos, quando a BOVESPA identifica que um ou vários negócios infringiram a legislação após o seu registro, a Bolsa providencia o cancelamento e os submete a leilão.

Síntese da Instrução CVM nº 168:

Serão submetidas a procedimentos especiais (leilão) as operações realizadas em Bolsa de Valores que infringirem os seguintes parâmetros

QUANTIDADE:

Em relação à média nacional negociada nos ultimos 30 pregões:

Com lote entre 5 e 10 vezes a média nacional

Leilão imediato*

Com lote acima de 10 vezes a média nacional

Leilão com prazo de 1 hora

Em relação ao capital social das empresas:

Com lote entre 0,5% e 0,99% das ações ordinárias

Leilão imediato*

Com lote entre 1% e 2,99% das ações ordinárias

Leilão com prazo de 1 hora

Com lote entre 3% e 6% das ações ordinárias

Leilão com prazo de 24 horas

Com lote acima de 6% da ações ordinárias

Leilão com prazo de 48 horas

Com lote entre 1% e 2,99% das ações preferenciais

Leilão com prazo de 15 minutos

Com lote entre 3% e 4,99% das ações preferenciais

Leilão com prazo de 1 hora

Com lote entre 5% e 20% das ações preferenciais

Leilão com prazo de 48 horas

EM RELAÇÃO À COTAÇÃO:

Com oscilação de 5% a 19,99% sobre o último preço, dos 30 papéis mais negociados no último trimestre.

Leilão imediato*

Com oscilação de 10% a 19,99% sobre o último preço

Leilão imediato*

Com oscilação igual ou superior a 20% s/ último preço

Leilão com prazo de 15 minutos

Com ação não negociada nos últimos 5 pregões

Leilão com prazo de 15 minutos

Com ação estreando na Bolsa

Leilão com prazo de 15 minutos

Para analisar o enquadramento das operações que infrinjam os parâmetros de quantidade, a Bolsa de Valores deve considerar os negócios consecutivos de um mesmo comitente em um ou mais pregões, ou através de uma ou mais sociedades corretoras, podendo, inclusive, cancelar negócios já realizados.

Para efeitos desta Instrução considera-se como sendo um mesmo comitente, pessoas físicas ou jurídicas que atuem representando um mesmo interesse.

As operações de financiamento que se enquadrem nos parâmetros que exigirem edital, serão submetidas a leilão de 1 hora.

Durante um leilão, se o preço deste atingir um limite de 100% acima do preço inicial ou 50% abaixo desse preço a apregoação será interrompida por 15 minutos para divulgação ao mercado do novo preço, desde que essa interrupção ocorra dentro do horário de funcionamento do pregão. Essa interrupção só ocorrerá uma vez e não será aplicada para leilões com divulgação de 24 ou 48 horas (Editais).

No caso em que uma operação deva ser submetida a leilão por mais de um critério (preço ou quantidade) deverá ser adotado o leilão de maior prazo.

Independente dos critérios acima, o Gerente de Pregão poderá determinar que uma operação seja submetida a leilão, quando, a seu critério, o tamanho do lote a ser negociado exceda a quantidade considerada normal ou para assegurar a continuidade dos preços.

Nota: Em razão dessas condições, a indicação de execução de determinada ordem não representa um negócio irretratável, pois caso se constate qualquer irregularidade na transação, a BOVESPA tem poderes para cancelar negócios realizados. Dessa forma, ordens transmitidas à Corretora diretamente através do sistema Home Broker somente serão consideradas efetivamente executadas quando não se constatar qualquer infração às normas do mercado de valores mobiliários e após esgotados os prazos para realização dos procedimentos especiais previstos na Instrução CVM 168/91

Em caso de informação ou de indisponibilidade do Home Broker durante o leilão é só ligar para a Alfa Corretora 4004-0140 / (11) 3175-5353. O horário de atendimento é das 9h às 18h nos dias úteis.

Mercados da BM&F


Futuro: em que as partes assumem compromisso de compra e/ou de venda para liquidação (física e/ou financeira) em data futura, contando com o ajuste diário do valor dos contratos, que é o mecanismo que possibilita a liquidação financeira diária de lucros e prejuízos das posições. Essa modalidade também possibilita a intercambialidade de posições, ou seja, o compromisso assumido com uma contraparte poderá ser encerrado com outra operação com qualquer contraparte, sem a imposição de vínculo bilateral.

Opções sobre disponível: em que uma parte adquire de outra o direito de comprar – opção de compra – ou vender – opção de venda – o instrumento-objeto de negociação, até ou em determinada data, por preço previamente estipulado.

Opções sobre futuro: em que uma parte adquire de outra o direito de comprar – opção de compra – ou vender – opção de venda – contratos futuros de um ativo ou commodity, até ou em determinada data, por preço previamente estipulado.

Opções flexíveis: semelhantes às opções de pregão (sobre disponível e sobre futuro), com a diferença de que são as partes que definem alguns de seus termos, como preço de exercício, vencimento e tamanho do contrato. São negociadas em balcão e registradas na Bolsa via sistema eletrônico, com as partes também determinando se o contrato de opção de compra ou de venda terá ou não a garantia da BM&F.

Swaps: como as opções flexíveis, são contratos negociados em balcão e registrados na BM&F via sistema eletrônico. Nesse caso, as partes trocam um índice de rentabilidade por outro, com o intuito de fazer hedge, casar posições ativas com posições passivas, equalizar preços, arbitrar mercados ou até alavancar sua exposição ao risco. Os contratos têm grande flexibilidade de especificação (baixa padronização). Para tanto, as partes devem escolher a combinação de variáveis apropriada a sua operação e definir as características do contrato, como preço, prazo e tamanho, optando igualmente pela garantia ou não da Bolsa.

Termo: semelhante ao mercado futuro, em que é assumido compromisso de compra e/ou venda para liquidação em data futura. No mercado a termo, porém, não há ajuste diário nem intercambialidade de posições, ficando as partes vinculadas uma à outra até a liquidação do contrato.

Disponível (a vista ou spot): modalidade reservada apenas a alguns ativos ou commodities, cujos contratos têm liquidação imediata. Com isso, a Bolsa pretende, ao mesmo tempo, fomentar os mercados futuros e de opções, por meio da formação transparente de preços que resulta da negociação a vista, e colaborar para o desenvolvimento dos mercados físicos dos produtos-objeto de seus contratos.

Operações estruturadas: permitem a negociação de estratégias que incluem dois ou mais contratos – futuros e opções – ou uma combinação entre vencimentos destes. Trata-se de estratégias cuja execução se torna bastante complexa caso se opte por negociá-las contrato por contrato, o que se traduz em alto risco operacional. Ao se negociar a estratégia completa por intermédio de uma única apregoação – com os procedimentos de quebra entre os contratos envolvidos realizados automaticamente pela BM&F –, elimina-se esse risco e aumentam-se a liquidez e a eficiência das operações de hedge. Dentre as operações estruturadas estão as de volatilidade de índice de ações, de taxa de câmbio e de taxa de juro, os forward rate agreements e os forward points (por exemplo, a negociação do futuro de taxa de câmbio com diferencial em relação à cotação spot).

Outros derivativos de balcão: incluem alternativas em relação aos swaps e às opções flexíveis comuns, dentre as quais opções com barreiras e swaps com marcação a mercado e ajustes financeiros, que podem ser periódicos ou acionados de outra forma, estabelecida entre as partes.

PÚBLICO-ALVO: Clientes pessoas físicas, clientes pessoas jurídicas, fundos de investimento e demais investidores.

CLASSIFICAÇÃO DE RISCO: Alto

Fonte: BM&F

Serviços BM&F

Sistema de Registro de Operações do Mercado de Balcão: sistema de registro, controle escritural e informação dos valores de liquidação de operações de swap e opções flexíveis, que são fechadas previamente entre as instituições por telefone e levadas a registro na Clearing de Derivativos pelas Corretoras credenciadas.

Global Trading System (GTS): plataforma por meio da qual os membros da Bolsa podem operar eletronicamente todos os mercados derivativos por ela oferecidos à negociação, alguns dos quais com exclusividade.

WebTrading BM&F (WTr): plataforma de negociação de minicontratos derivativos via internet especialmente voltado a pequenos investidores. As ordens são colocadas diretamente pelo cliente, por meio de interface simplificada, no site da Corretora BM&F por ele escolhida. Uma de suas novidades é o mecanismo de pré-margem, que representa o depósito prévio de recursos para que as operações dos participantes, desde o momento de inclusão da oferta, já tenham seu risco adequadamente coberto. A pré-margem pode ser depositada no Banco BM&F ou na própria Corretora, em dinheiro e antecipadamente à operação. Outra inovação é a figura do Arbitrador, cuja principal função é atuar como provedor de liquidez para os minicontratos negociados. Em geral, arbitra, dentro da mesma sessão de negociação, eventuais diferenças entre os preços praticados no mercado-padrão e no WTr, assegurando a ausência de spreads relevantes entre eles. Os Arbitradores são indicados por suas Corretoras e devem atender a uma série de requisitos da BM&F para sua habilitação, mas fazem jus, dentre outros, ao benefício de redução nos custos operacionais dos negócios com minicontratos WTr.

Sisbex-Negociação: sistema eletrônico de negociação de títulos públicos e outros ativos que conecta ampla rede de instituições financeiras detentoras de títulos de Sócio DO. As negociações ocorrem em diferentes ambientes do sistema, cujas telas podem ser programadas pelos próprios operadores. As ofertas de compra e de venda são lançadas e visualizadas por todos os participantes. A um simples comando, o sistema executa, instantaneamente, o fechamento automático de negócios contra as ofertas disponíveis na tela. Os operadores têm à disposição, via interface amigável, uma gama de funções que lhes permitem operar no mercado de títulos públicos. O sistema é processado por um computador central, a partir do qual os aplicativos são distribuídos para as estações de trabalho nas mesas de operações, por meio de links diretos com as instituições.

Sisbex-Registro: serviço oferecido a todos os participantes autorizados a negociar títulos públicos, detentores ou não de títulos de Sócio DO. As operações realizadas no mercado de balcão são registradas por meio desse sistema, para liquidação pela Clearing de Ativos. O Sisbex-Registro permite a integração da liquidação de operações executadas em múltiplos sistemas de negociação em um único ambiente de processamento de instruções de liquidação, já integrado à área de retaguarda das principais instituições financeiras.

Sistema de custódia: o sistema de custódia da Bolsa fornece serviços de custódia para ativos em geral, com destaque para ouro. No caso da custódia fungível de ouro, o metal é registrado em contas individualizadas, com as transferências de propriedade efetuadas por meio de lançamentos contábeis. Já a guarda do ouro negociado no mercado disponível da Bolsa está a cargo de bancos custodiantes devidamente credenciados. O metal fica registrado em nome da BM&F junto a essas instituições. A BM&F, por sua vez, controla a posição escritural de cada cliente. Com isso, o ouro em custódia é utilizado automaticamente na garantia das posições do participante.

Sistema de Registro de Custódia de Títulos do Agronegócio (SRCA): sistema de custódia escritural de títulos do agronegócio, administrado pela Clearing de Derivativos, que presta serviços aos sistemas de negociação vinculados à BM&F e a outras bolsas ou entidades que organizem mercado de balcão. A Clearing de Derivativos pode aceitar as Cédulas de Produto Rural (CPRs) registradas no SRCA para atendimento de margem de garantia nos mercados de liquidação futura, segundo critérios e deságios predefinidos. As CPRs registradas no SRCA também podem ser negociadas no mercado secundário, via internet, por intermédio dos sistemas da Bolsa Brasileira de Mercadorias.

Classificação de algodão, café e milho: os serviços de classificação de algodão e café foram iniciados pela BMSP em 1922 e 1978, respectivamente. No caso do algodão, a BM&F é o órgão oficial de classificação do Estado de São Paulo. Seu curso profissionalizante de classificador de algodão é reconhecido pelo Ministério da Agricultura. Este, por sua vez, autorizou a BM&F a prestar, a partir de 2004, serviços de classificação também para milho.

Central de Atendimento ao Exportador: sistema de consultas destinado ao micro, pequeno e médio exportador. A Central de Atendimento ao Exportador fornece orientação sobre as ferramentas disponíveis para exportar, bem como recebe e encaminha dúvidas de empresários. O serviço prevê ainda acesso facilitado às instituições que operem com comércio exterior, bem como às Corretoras associadas à BM&F, visando a obtenção de informações acerca de hedge de moedas ou de outros produtos. A BM&F já inaugurou quatro call centers do gênero, em parceria com os governos dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Vale observar, por fim, que a Bolsa dispõe, nos termos de seus Estatutos Sociais, de Juízo Arbitral destinado à solução de controvérsias oriundas de operações nela realizadas e/ou registradas. Para integrar o referido Juízo Arbitral, a BM&F mantém quadro de árbitros de reconhecida competência e especialidade nos mercados de sua atuação. Quando a instauração de um procedimento dessa natureza é solicitada por uma das partes interessadas, cada uma delas indica um árbitro e o respectivo suplente. Os árbitros assim indicados escolhem um terceiro, que presidirá o Juízo Arbitral, e seu suplente. Os benefícios da solução de pendências por intermédio do Juízo Arbitral são, principalmente, a informalidade, a rapidez e o baixo custo, em comparação com a Justiça comum, além do fato de a sentença arbitral ter os mesmos efeitos da proferida pelo juiz togado.
Fonte: BM&F

Link para o portal de educação financeira da ANBIMA “Como Investir”: www.comoinvestir.com.br

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